segunda-feira, 17 de abril de 2017

OBRAS INCONCLUSAS, SUPERFATURAMENTO, SUBORNO. ATÉ QUANDO?

Hoje quase que a “privataria tucana” que pregava uma peça. Desde esta manhã, estamos sem acesso à internet. Voltou e tenho de aproveitar.
O que desejo lembrar hoje a vocês é a quantidade de obras inacabadas aqui no Recife e no Estado todo. Claro que não é especialidade do atual governador nem do atual prefeito. É a nossa estranha maneira de não administrar, só fazer política. Você não pode administrar sem fazer política, precisa ter um partido, apoiadores, ganhar eleições, prestar contas aos eleitores, ter boa cotação nas sondagens. Mas sem descurar a administração, as obras necessárias ao desenvolvimento, o cuidado com a cidade, o Estado.
Entre nós, quando um eleito toma posse só pensa em deixar sua marca, fazer uma obra “sua”. Esquece tudo o que foi planejado e vinha sendo executado por seu antecessor. No Jornal do Commercio de ontem, saiu uma reportagem muito significativa de Marcela Balbino sobre um velho projeto mal conduzido, quase esquecido, o da navegabilidade de um bom trecho do Capibaribe, o cão sem plumas de João Cabral ou o nosso rio namorado do frevo antigo O que dele resta? Sujeira, lixeira, assoreamento, obstrução.
Em 2012, quando o Recife se preparava a Copa, o então governador Eduardo Campos anunciou a concretização de um velho anseio recifense que é ver o rio Capibaribe navegável da área central da cidade até Apipucos, quase 14 quilômetros com sete estações que viraram esqueletos (Apipucos, Santana, Jaqueira, Derby, Joana Bezerra, Bairro do Recife, Tacaruna). Significaria não só turismo, mas mobilidade. Esqueceram estudos de viabilidade econômica e de custos de manutenção da obra, como drenagem.
A repórter fala ainda de outras obras inconclusas, como o presídio de Itaquitinga, corredores do BRT, PPP da Compesa, Arena Pernambuco e Refinaria Abreu e Lima. Sendo que sobre esta última e a Arena pesam graves acusações de suborno, propina, superfaturamento.

Com o governo federal ilegítimo que temos, fica difícil mudar algo nesse panorama. Mas certamente é necessário fazer alguma coisa. Com o pouco dinheiro que temos para obras, desperdícios, paralisações, superfaturamento, suborno terão de virar coisa do passado. Mas quando? Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por nós.

Nenhum comentário: