segunda-feira, 24 de julho de 2017

GOLPISTAS A SERVIÇO DA CASA-GRANDE QUEREM PROCLAMAR A ESCRAVIDÃO

Esse desgoverno espúrio que aí está, que só se ocupa em defender seus membros, à frente Michel Miguel Elias Temer Lulia, de diversos tipos de crimes, está desmantelando o país. Um de seus maiores assaltos ao povo é a tal reforma das leis trabalhistas. Getúlio Vargas, com todos os defeitos que podemos atribuir-lhe, completou, com mais de 40 anos de atraso, a abolição da escravatura. As leis em benefício do trabalhador que ele promoveu, como salário mínimo, férias, formam a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), objeto da sanha dos golpistas, a serviço da Casa-Grande. Como no Samba do Crioulo Doido, eles querem proclamar a escravidão.
Como no caso da reforma previdenciária, ela não faz sentido, conforme observa o economista Marcio Pochmann, professor da Unicamp. Bastaria que os patrões não sonegassem os valores que devem à Previdência Social para que o tão falado rombo fosse terraplenado. Pochmann comprova que o trabalhador brasileiro não é caro. Ao contrário. O trabalhador na China, por muito tempo considerada um país de mão-de-obra barata, é hoje 16% mais caro que o nosso. E um trabalhador tupiniquim custa só 17% do similar estadunidense.
Pochmann observa ainda que, como temos eleições marcadas para o próximo ano, as reformas “temerárias” podem ser anuladas pelo novo governo, o que cria um clima de instabilidade jurídica para o empresário. Pergunta-se o professor por que a CLT seria ultrapassada, quando o direito à propriedade privada é de 1850 e não é considerado antiquado. Para ele, Pau Brasil precisa é retomar aquele seu vigoroso processo de industrialização, travado desde o Collorido, Fernando 2º (FHC) e agora radicalizado pelo Temer Lulia.
Precisa também de mais interiorização. Lembro eu que a aventura de JK ao construir Brasília tinha como motivo a interiorização do desenvolvimento. Gastou-se mais do que se podia, a inflação exacerbou-se e o resultado desenvolvimentista foi escasso.

Acorda, Pindorama! Constituinte já! Volta ao velho projeto nacional de Getúlio, Jango, Lula.

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