quinta-feira, 20 de julho de 2017

VOLUNTÁRIOS PELO BEM E ALMINHAS SEBOSAS DIVIDEM O CENÁRIO

Tem tanto espírito de porco por aí, gente, também chamado de alminha sebosa, que solta balão sabendo que pode provocar um incêndio, prejudicar voos, que solta pipa (ou papagaio, como se diz na Confederação do Equador (Nordeste), mesmo sabendo que pode ferir ou mesmo matar alguém. Pura verdade. Mas também existe, em compensação, uma boa quantidade de pessoas, geralmente anônimas, que dedica parte de suas vidas como voluntários a ajudar, fazer o bem ao assim dito próximo, a pessoas em situação de risco. Por exemplo, migrantes, moradores de rua, drogados.
Li há pouco a história de um desses abnegados, Stevam Cerqueira, que mora em Curitiba. Ele enfrenta o prefeito da cidade, Rafael Greca, que confessou ter vomitado quando se viu compelido a socorrer um morador de rua. Ele anunciou que vai romper o convênio com uma ONG que ajuda pessoas pobres que chegam ao território do famoso juiz Sérgio Moro. Ali Cerqueira encaminha essas pessoas a abrigos ou a repartições onde possam tirar documentos ou procurar emprego.
Em escala maior, há organizações como “Médicos sem Fronteiras”. Estes dão assistência médica em países em guerra e já viram bombardeados hospitais pelo governo sírio ou por potências (EUA, Rússia) que se metem por ali.
Enquanto isso há figuras estranhas, como Doria, prefeito de São Paulo, que desmancha tudo o que seu antecessor Haddad fez pelos drogados da Cracolândia e permite que lavadores de ruas joguem jatos de água gelada em pessoas que dormem nas calçadas. Doria é candidato a presidente da República para completar a obra de Michel Miguel Elias Temer Lulia. Compete com gente do porte de Alckmin, Serra et caterva. A gente não pode deixar esse pessoal solto.
Perdoem se insisto nos malefícios de gente sem voto que pretende chegar ao governo mediante golpes. Sofremos 21 anos de ditadura militar, a partir de 1964. O propósito do ditador Castelo Branco e seu grupo, insuflado e financiado pelo governo do bondoso Tio Sam, era apenas derrubar o presidente João Goulart, em quem burramente viam um perigoso esquerdista. Dariam uma arrumação no que achavam que estava errado e, no ano seguinte (1965), estavam marcadas eleições, quando muito provavelmente JK seria novamente eleito. Mas havia os golpistas para além do golpe. Costa e Silva, por exemplo, jogador inveterado e patrono da carreira de Paulo Maluf... Castelo não conseguiu segurar a sanha ultragolpista, cancelou as eleições de 1965, extinguiu os partidos. Deu no que deu.

Agora, outro golpe em benefício do impostor e golpista Temer. Acusam-no de associação criminosa, o que fica comprovado na famosa gravação de Joesley Batista. O cabra está desmantelando a estrutura e o que resta do patrimônio público do país.

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